terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

sempre com gosto de adeus

Ao sentir o cheiro de um livro recém deslacrado sinto vontade de chorar
Pelas circunstâncias em que chegou à minha mão, pelas mãos que o entregaram, por uma infinidade de fatores que me fazem querer morrer.
Sinto frio nessa noite quente, e não é da febre.
Dói o nó na garganta de reprimir um pranto puro, porém inexplicável a ouvidos céticos e racionais demais para compreender
A dor que sente um poeta

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